Inside Job – A Verdade da Crise (legendado)

Sensacional! Acabei de assistir ao documentário Inside Job, que aborda a Crise Financeira de 2008 e que foi premiado com o Oscar 2011. Inside job, é um documentário brilhante que merece ser visto por todos os que procuram compreender o real funcionamento do sistema capitalista na atual etapa de financeirização e desregulamentação, com todas suas nuances e tergiversações.

O vídeo é de ótima qualidade, ao ponto de uma hora e pouco passar sem que a gente perceba. Além de ser tecnicamente impecável, o filme também é bastante didático durante as explicações mais complexas. O documentário consegue traduzir ao público leigo os mecanismos que levaram o sistema financeiro americano ao colapso quase total.

O propósito do filme é mostrar, que a crise foi provocada, primeiro, pela desregulamentação do mercado financeiro Americano, que teve início na década de 80 com o Bush Pai e a Era Greenspan, e também pelo incentivo à propensão ao risco por parte dos altos executivos dos principais bancos de investimento de Wall Street. Os vilões são apontados claramente e o filme bate forte neles.

Allan Greenspan, Larry Summers, Henry Paulson, Bush Pai, Bush Filho e também Bill Clinton, são acusados, por terem permitido a desregulamentação do setor financeiro, juntamente com os altos executivos dos bancos.

Para quem não sabe, desregulamentação significa aliviar a supervisão do governo sobre as transações financeiras, que envolvem desde meros empréstimos, passando por hipotecas e derivativos financeiros. Apenas para comparação, o Brasil tem um dos sistemas financeiros mais regulados do mundo. E isso hoje é visto como “moderno” e está servindo de inspiração para os policy makers de Washington. Regular o sistema significa, por exemplo, determinar o depósito compulsório dos bancos, determinar o limite de alavancagem, estabelecer critérios mais rigorosos para concessão de empréstimos e conferir de perto os relatórios trimestrais das instituições financeiras.

Antes da Crise de 29, os EUA viviam um liberalismo exuberante. Depois da crise, houve um aperto que durou firmemente até os anos 70, período que ficou conhecido como Keynesianista. De 80 em diante, houve um forte movimento pró-desregulamentação. O filme aponta que professores de Harvard e outras universidades eram “patrocinados” por bancos e adotavam o viés de Wall Street. Aponta ainda que o setor financeiro têm o maior número de lobistas profissionais, que atuavam ativamente sobre os congressistas.

Até a administração Obama é acusada de ser inerte e de manter as mesmas “raposas” no poder.

No final do filme, numa imagem com a estátua da Liberdade ao fundo, fica a frase: “por algumas causas vale a pena lutar”. É a constatação de que lutar pela regulamentação do sistema financeiro é o mínimo que os capitalistas liberais deveriam admitir. Assistam, vale cada segundo gasto…

Através de uma pesquisa extensiva e entrevistas com economistas, políticos e jornalistas, “Inside Job – A Verdade da Crise”, mostra-nos as relações corruptas existentes entre as várias partes da sociedade. Narrado pelo actor Matt Damon e realizado por Charles Fergunson, este é o primeiro filme que expõe a verdade acerca da crise económica de 2008. A catástrofe, que custou mais de $20 trilhões, fez com que milhões de pessoas tenham perdido as suas casas e empregos.

As – Dilmissões no DMIT – e o financiamento público exclusivo de campanhas

As piadas e charges que se referem às demissões ocorridas – ou ainda por ocorrer – no DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) já estão percorrendo a internet…

**O Dnit mudou de nome, agora chama “DMIT”!

**“Dilmissões” no “DMIT”!

**Os ministros e funcionários estão com medo até de dar bom dia para a presidenta! Já a presidenta tomou gosto pela coisa, e está fazendo uma “Dilmissão” em massa!

**Estão cotando a Dilma para ser a próxima apresentadora do “O Aprendiz”, afinal ela está craque em demissões!

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Um portal de internet (desses que nunca deu uma boa notícia sobre o governo do Lula ou atualmente sobre o governo da Dilma), apelou para uma comparação com o programa BBB – Big Brother Brasil (cá entre nós, uma dessas “bostas” da TV brasileira que eu felizmente nunca assisti) e atribuiu os termos “eliminado” e “no paredão” para classificar quem foi demitido e quem provavelmente será, como se pode ver na imagem abaixo:

Suspeitos de corrupção comparados a um lixo da TV brasileira - o BBB

Pessoalmente, quero mais é que a Dilma demita todo e qualquer ministro, diretor, auxiliar, funcionário de carreira ou não, que seja suspeito de corrupção. Quero mais é que o “facão” seja implacável!!! Afinal de contas, com dinheiro público não se deve tergiversar. Se depois de finalizadas as investigações, descobrir-se que algum inocente foi demitido, que se lhe restitua o cargo e o status perdido.

Post scriptum 1: As suspeitas apresentadas, se referem em grande parte, à tentativa do PR – Partido da República de cobrar propina para fazer caixa de campanha… Indepente de ser esse fato verdade ou não, a questão do financiamento de campanhas é um forte indutor de acordos escusos e corrupção com dinheiro público. A maior contribuição que poderíamos dar para combater esse mal, seria instituir o financiamento público e exclusivo de campanhas….

Post scriptum 2: Com isso, a influência do poder econômico se reduziria a zero; ricos e pobres teriam as mesmas chances numa campanha; as campanhas seriam extremamente mais baratas; quem saísse da linha e gastasse de outra fonte seria facilmente flagrado; e o mais importante de tudo, para o país seria muito mais econômico, pois reduziria sobremaneira os casos de corrupção em que se tenta favorecer quem bancou a campanha do vencedor nas eleições.

E a imprensa sempre torcendo contra o Brasil

Para quem insiste em não perceber que a mídia brasileira atua constantemente na oposição ao governo e para isso chega a atuar contra os interesses nacionais, segue abaixo uma prova cabal desse comportamento.

O gráfico e a manchete a seguir, servem para acabar com qualquer dúvida sobre o comportamento da mídia, ao qual me referi. Basta observar o gráfico abaixo – que apresenta os dados da taxa de desocupação dos primeiros semestres, durante os anos do governo PeTista de Luiz Inácio e do primeiro semestre do governo PeTista de Dilma Housseff e comparar com a manchete negativista de O Globo.


O Globo, a despeito da quantidade expressiva de empregos que estamos gerando, e da queda sistemática da taxa de desempregados, expõe a seguinte manchete:

Criação de empregos formais caiu no primeiro semestre deste ano, diz Caged
A economia brasileira gerou menos empregos com carteira assinada no primeiro semestre deste ano do que no mesmo período do ano passado, informou nesta terça-feira o Ministério do Trabalho…

Post scriptum: Diante de uma manchete dessas, é para o leitor se perguntar se estamos enfrentando uma crise no mercado de trabalho, não é mesmo?! O mais incrível é que O Globo dê uma chamada dessas para uma matéria sobre geração de empregos, quando os fatos, os números e os dados reais do mercado de trabalho o contradizem completamente.

Empregos no semestre: Dilma supera seis anos do governo Lula (tudo bem, ambos são do PT)…

De janeiro a junho, ano após ano, da para perceber que o governo Dilma começou muito bem.

O Brasil criou 1.414.660 vagas de trabalho no 1º semestre e vai seguindo em frente no governo Dilma… Esses seis primeiros meses de geração de empregos, apresentam um resultado superior aos empregos gerados em seis anos da era Lula durante o primeiro semestre.

Vamos ver como os números de empregabilidade vão se comportar até dezembro, mas acredito que neste primeiro ano de governo Dilma, só não será batido o recorde de 2010 – justamente por ser o ano em que saímos da crise econômica mundial e após um ano ruim, a geração de empregos extrapolou todas as previsões.

Emprego

O Brasil gerou 215.393 postos de trabalho em junho. Com o resultado, o país acumula um saldo de 1.414.660 novos empregos formais desde o início do ano.

Renda

O rendimento médio real habitual dos ocupados ficou em R$ 1.578,50, o valor mais alto para o mês de junho desde 2002 e apresentou alta de 0,5% na comparação mensal e de 4,0% frente a junho do ano passado.

Post scriptum: Disponibilizo esses dados, porque a mídia, só para não variar, praticamente esconde a notícia.

O ovo que gerou a serpente – O oligopólio midiático

Partido da Imprensa Golpista - PIG

Todo mundo sabe como reage, a mídia brasileira, quando se tenta estabelecer um ordenamento regulatório mínimo para garantir equilíbrio e pluralidade de opiniões, no que eles publicam e divulgam, não é mesmo!?

A grita é imediata! Acusam qualquer um que se disponha a propor o tema de estar tentando controlar a imprensa… Na minha opinião, o que eles querem realmente é poder continuar afrontando a democracia livremente, mais ou menos, como fez o tablóide News of The Sun do bilionário Rupert Murdoch.

A diferença é que aqui no Brasil, com o discurso de jornalismo objetivo, fazem o trabalho não apenas de imprensa que omite; mas de imprensa que mente, deforma e frauda.

O negócio deles, em terras Tupiniquins, é garantir as elites no poder e, ao menos tentar, influir a todo e qualquer custo, nos processos eleitorais, agindo como um partido político e tentando levar a vitória – via de regra – os expectros mais conservadores e atrasados do país.

O MÉTODO MURDOCH
Carta Maior

Rupert Murdoch comparece ao Parlamento britânico nesta 3º feira para prestar contas sobre um império construído à base de grampos, dossiês, subornos, chantagens, conluio policial e destruição de reputações a serviço do preconceito e do ódio conservador.

Oito jornalistas já foram detidos; a cúpula da polícia inglesa caiu; o primeiro-ministro David Cameron está encurralado diante das evidencias de um intercurso obsceno entre os interesses do seu governo e os do grupo Murdoch. Por fim, o autor das primeiras denúncias contra o método Murdoch de jornalismo foi encontrado morto, nesta 2º feira, em seu apartamento, em Londres.

O Parlamento britânico prestaria um inestimável serviço à liberdade de imprensa se fosse além das circunstancias policiais suscitadas pelo escândalo que já atravessou o oceano e argui as relações entre a Fox News de Murdoch e a extrema direita do Tea Party nos EUA. É necessário dar voz às questões que o conservadorismo em geral, e a mídia brasileira, em particular, quer tangenciar: o ovo que gerou a serpente chama-se oligopólio midiático.

A ausência de um ordenamento regulatório que assegure o discernimento da sociedade com base no equilíbrio e na pluralidade de opiniões, consolidou a excrescência de um método que tomou de assalto o jornalismo para fazer dele uma arma contra a democracia.

Dilma enfrenta os usineiros e decide reduzir percentual de álcool na gasolina

Etanol: Dilma vai dando o X nos usineiros

Como já afirmei aqui em outra postagem – A inflação, o etanol, os usineiros e a ANP… – o aumento geral dos preços dos combustíveis no início do ano, aconteceu única e exclusivamente por conta do aumento exorbitante do preço do álcool produzido nas usinas brasileiras, que optaram por aumentar a produção de açucar para exportação, causando com isso uma queda significativa na oferta do biocombustível.

O resultado do aumento do etanol, bem como da gasolina, por conta da adição de 25% de álcool anidro – foram  responsáveis pelo aumento significativo das taxas de inflação no começo do ano. Explica-se portanto a firme decisão da presidenta de enfrentar a situação que o “mercado” tenta impor.

Direto da Agência Reuters.

“A presidente Dilma Rousseff decidiu reduzir a quantidade de etanol que é adicionada à gasolina no Brasil, como parte dos esforços para controlar a inflação, disse uma fonte do governo à Reuters na segunda-feira.

O aumento nos preços do álcool, em sintonia com a alta do açúcar no mercado internacional, tem sido um dos principais fatores responsáveis pela elevação da inflação acima da meta oficial.

O álcool continuou caro apesar da entrada da nova safra, e essa tendência deve se manter porque a previsão do setor é de que a safra de cana de 2011/12 no centro-sul do Brasil apresente um declínio pela primeira vez em uma década.

Atualmente, a gasolina vendida nos postos brasileiros recebe 25 por cento de álcool anidro. Dilma cogita reduzir esse percentual para 18 ou 20 por cento, segundo essa fonte. A decisão deve ser oficializada ainda neste mês, com a implementação em agosto.

“O efeito dos preços do etanol tem sido muito negativo para a inflação e para as expectativas inflacionárias (…), e a presidente decidiu agir”, disse essa fonte, que pediu anonimato.”

O Brasil sem parar

Há centenas de parcerias público-privadas (pequenas, médias e grandes) aonde o dinheiro da arrecadação vai sendo aplicado de forma produtiva e isso é ignorado pelos brasileiros, que, quando tomam conhecimento de alguma obra, é porque houve algum desvio de finalidade, algumas somente apenas tentativas ou a interrupção por causa de erros de programação ou retardo de liberação das verbas. E há os empreendimentos de grande porte que as pessoas gostariam de acompanhar, mas que são solenemente ignorados pelos meios de comunicação.

O ex ministro Delfim Netto não fala isso em seu artigo, mas todo mundo sabe. O principal motivo para que o PAC e as importantes obras de infraestrutura não apareçam na mídia é extamente o motivo elucidado na charge do Kayser

O Brasil sem parar
Por Delfim Netto, na Carta Capital

A situação da economia brasileira certamente não é a ideal, mas é muito melhor do que supõem os pessimistas de plantão, muitos deles a viver do substancial patrocínio de parte do sistema financeiro.

À semelhança dos primeiros meses do governo Lula, a presidenta Dilma precisou enfrentar as pressões de luminares do mercado financeiro que exigiam a radicalização das políticas fiscal e monetária para não perder o objetivo da meta inflacionária, mesmo que isso levasse a uma redução do crescimento econômico. Ela reagiu a essas pressões, deixando claro que o objetivo principal continuava a ser o crescimento, utilizando-se da comunicação de forma correta e convincente, da mesma forma que o fizeram seus principais auxiliares na área econômica, o presidente do Banco Central e o ministro da Fazenda.

Neste caso, o governo não apenas adotou as medidas prudenciais adequadas como usou os meios de divulgação para convencer os agentes que o alongamento de mais um ano, no objetivo de voltar à meta, dará maior segurança à política de controle da inflação. A importância disso reside no fato de que as expectativas que a sociedade forma em torno das políticas do Estado são fundamentais para se chegar ao resultado perseguido. A tentativa de um endurecimento monetário e fiscal, provavelmente, quebraria a confiança de trabalhadores e empresários no processo de crescimento, os primeiros reduzindo o consumo e os empresários, os investimentos.

Certamente a recusa em embarcar nessa “canoa furada” evitou um desastre de grandes proporções econômicas, gravíssimas tensões sociais e tremendas consequências políticas. Guardadas a devida distância e as diferenças abissais de comportamento dos governos nesses últimos cinco a dez anos “gloriosos” de desregulação (melhor dito, desregramento do capital), basta observar as prévias de violência nas reações de gregos, troianos e outros súditos do euro para entender do que nos livramos.

Infelizmente, o setor onde o governo está curiosamente omisso é na informação pública sobre o andamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), cujas realizações, acredita-se, estariam destinadas a ser uma espécie de locomotiva da comunicação no governo Dilma. Não se trata de promover os investimentos do governo federal (que, enfim, não são tantos ou não se realizam nos prazos anunciados) nas áreas da infraestrutura de transportes ou de energia basicamente. O mínimo de atenção que se deve dar ao contribuinte é mostrar onde estão sendo gastos os seus impostos.

Há centenas de parcerias público-privadas (pequenas, médias e grandes) aonde o dinheiro da arrecadação vai sendo aplicado de forma produtiva e isso é ignorado pelos brasileiros, que, quando tomam conhecimento de alguma obra, é porque houve algum desvio de finalidade, algumas somente apenas tentativas ou a interrupção por causa de erros de programação ou retardo de liberação das verbas. E há os empreendimentos de grande porte que as pessoas gostariam de acompanhar, mas que são solenemente ignorados pelos meios de comunicação.

Um exemplo disso foi a divulgação extremamente modesta do– desvio do curso do Rio Madeira, onde se constrói a hidrelétrica de Santo Antônio, uma obra de grande envergadura e de fundamental importância para o desenvolvimento da Amazônia e, portanto, para o crescimento da economia brasileira. Apesar de contar com a presença da presidenta Dilma, numa demonstração da importância do empreendimento e de sua disposição de promover o aumento da oferta de energia, a divulgação foi apenas rotineira, perdendo-se a oportunidade de satisfazer o interesse dos brasileiros de todas- as demais regiões sobre o que se realiza neste imenso território nacional para acelerar o desenvolvimento.

Não se satisfaz a curiosidade- dos mais jovens que hoje demonstram um enorme apetite para conhecer melhor as regiões- brasileiras e que dispõem de acesso crescente e praticamente imediato à informação “em tempo real”, por seus telefones celulares, notebooks e dos mais modernos iPads, um meio de comunicação cuja propriedade se tornou um objeto de desejo dos mais cobiçados e que, apesar dos preços ainda fora do alcance da maioria, estão tendo o consumo aumentado de forma vertiginosa.

Com os abundantes recursos (materiais e humanos) disponíveis para a comunicação governamental, é quase inconcebível que sejam desperdiçadas tantas oportunidades para a divulgação de obras que efetivamente contribuem de forma marcante para o desenvolvimento brasileiro.

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